Como Pode Deus Quebrar o Grande Mandamento?

Nenhum de nós pode remotamente saber se existe um inferno, ou como Deus se sente sobre a homossexualidade. Nós podemos fingir que sabemos. Nós podemos certamente chutar sobre estas duas coisas. Mas não podemos saber sobre elas. A Bíblia é aberta a um número infinito de interpretações perfeitamente legítimas. Este é um dos seus grandes milagres: De tantas formas, e sobre tantas coisas, a Bíblia insiste para que cheguemos a nossas próprias conclusões.

Se a Bíblia fosse perfeitamente clara em de que lado Deus está no que se refere à gays e ao inferno, a questão da homossexualidade não estaria dividindo o Universo Cristão em dois, e nenhum Cristão estaria levando a sério o livro de Rob Bell, Love Wins (O Amor Vence, tradução livre). Mas está. E eles/nós estamos.

A questão principal é que cada um de nós deve decidir por si só se existe um inferno, e se ser gay está certo.

Tão confusamente complexa como a Bíblia possa ser, a única coisa dentro dela que emerge com extrema clareza é que a missão primária e fundamental e propósito de Jesus é o de amor. Quando Deus desce a terra e caminha e fala como um homem, você instantaneamente sabe que existem algumas coisas que você jamais irá compreender. Mas uma coisa que está clara como cristal é que Jesus veio tentar nos ajudar a compreender quão gigântico e magnânimo é o amor de Deus por nós.

Está é minha interpretação de Jesus, de qualquer jeito: A princípio, ele veio nos comunicar a razão infinita no qual cada um de nós, individualmente, é amado por Deus.

Uma vez que eu aceite isso como verdade, eu sei exatamente o que fazer com questões “controversas” como a dos gays, e a do inferno. Se você começa com a convicção de que (como João nos conta), Deus é amor, e você leva a sério Jesus declarando que a mais importante das leis é que amemos nossos vizinhos, então o debate sobre se Deus manda ou não os não-Cristãos para o inferno, ou se Deus está tranquilo com gays e lésbicas, dissolve-se. Porque pensar e falar sobre o inferno e/ou a condenação de Deus quanto aos gays leva você a mais do que você sabe sobre Jesus Cristo, e para um mundo eternamente coberto por especulações.

Eu sou uma pessoa meio lenta. Eu não gosto de pensar muito. Eu prefiro ir com o que eu sei, e, aonde me for possível, esquecer(?) o resto.

A ideia de um Deus quem iria condenar todos os não-Cristãos e/ou homossexuais para o inferno para a eternidade é logicamente, simetricamente oposta a ideia de um Deus que ama a humanidade. Isso significaria que o próprio Deus está desobedecendo a mesma lei que Deus afirmou não haver outra maior.

Isso simplesmente não faz sentido. Então eu rejeito isso.

Eu começo com o amor de Jesus; Eu deixo todo o resto cair por aí.

Adeus inferno.

Adeus a ideia que “gay Cristão” é um oximoro.

Oi, Jesus.

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Por John Shore em 01 de Julho de 2011

Traduzido por João Mattos em 25 de Fevereiro de 2012

 

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